Uma baleia-jubarte foi salva nesse domingo, 7, no mar de Costazul, em Rio das Ostras, graças a uma ação rápida do Corpo de Bombeiros, que atuou para libertar o animal, símbolo da cidade, que ficou preso em uma rede de pesca predatória.
O caso ganhou repercussão depois de imagens liberadas pela Defesa Civil de Rio das Ostras ao G1 mostrarem a ação dos bombeiros, que resgataram a baleia fazendo uso de um bote para se aproximar do animal e libertá-lo.
Depois de liberar a baleia, a rede foi recolhida pela Defesa Civil, que anunciou que pedirá uma investigação para descobrir a origem da rede, apontada pelo prefeito Carlos Augusto (PL) como uma rede de pesca predatória.
“A gente acabou de recolher a rede que prendeu a baleia. Ela vai ser apreendida pela Guarda Ambiental. Agora é tentar investigar, achar quem colocou essa rede naquele local, se é permitido ou não, e que a prefeitura possa estar fazendo a fiscalização. O importante é que a baleia foi salva, e a prefeitura fez a sua parte. O Corpo de Bombeiros atuou rápido”, contou o subsecretário de Defesa Civil, Edmílson Silva.
Nas suas redes sociais, o prefeito fez questão de agradecer à participação dos pescadores locais, que acionaram o Corpo de Bombeiros depois de identificar a baleia presa na rede de pesca, ressaltando a importância da atuação da classe também na defesa do meio ambiente marítimo da cidade.
“Quero fazer um agradecimento especial aos pescadores de Rio das Ostras. Foram eles também que acionaram os Bombeiros para ajudar no salvamento de uma baleia-jubarte que veio visitar a nossa cidade e acabou presa em uma rede de pesca predatória. Esse gesto mostra o quanto os nossos pescadores conhecem, respeitam e protegem o nosso mar”, contou Carlos Augusto.
Ouvido pelo G1, o secretário de Meio Ambiente de Rio das Ostras, Ricardo Torres, disse que a rede de pesca estava dentro da Área de Proteção Ambiental Marinha-Costeira da Restinga Sarnambi (APAMC), criada em 2024, e que abrange a faixa de areia e a área do mar, até 10 metros (m) de profundidade.
“Além disso, há legislação que regulamenta a pesca, e as redes têm que estar dentro das medidas disciplinadas na norma. O pescador tem que ter licença e o Registro Geral de Pesca, o número do RGP, precisa estar afixado à rede”, explicou Ricardo Torres.
Segundo o secretário e o prefeito, a fiscalização será intensificada na orla do município, com apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), visando o combate à pesca predatória no litoral da cidade.
“Já determinei que a fiscalização seja intensificada, porque preservar o meio ambiente, combater a pesca predatória e cuidar do nosso patrimônio são compromissos que vamos levar muito a sério. Rio das Ostras é uma cidade abençoada por Deus, com belezas naturais únicas, e todos nós temos o dever de proteger aquilo que é nosso”, anunciou Carlos Augusto.
