Inaugurada em 22 de abril de 1998, a Reserva Biológica da União (Rebio União) completou 28 anos nessa quarta-feira, 22, celebrando um importante trabalho realizado na preservação da Mata Atlântica e sua biodiversidade.
Unidade de Conservação (UC) do governo federal, sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente, a Rebio engloba uma área de quase 8 mil hectares (ha) abrangendo os municípios de Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Macaé.
Durante esses 28 anos, a unidade teve sua área mais do que triplicada, passando de 2.548 ha para 7.756 ha, representando um crescimento de 204,39%, reforçando o compromisso com a preservação de florestas e faunas.
“Há 28 anos protegemos vidas, conectamos florestas e mantemos viva a esperança da conservação da Mata Atlântica. Com a ampliação da nossa Rebio, fortalecemos ainda mais esse compromisso, garantindo espaço para que o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira, a onça-parda, o tucano do bico preto e tantas outras espécies continuem a existir. Celebremos a união das pessoas com a natureza! Celebremos a Mata Atlântica, onde a vida floresce e a biodiversidade encontra proteção! Celebremos a natureza que resiste, se renova e inspira o futuro!”, publicou a Rebio, em comemoração aos 28 anos.
Para a chefe do Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Mico-leão-dourado, Gisela Carvalho, a data celebra também o papel da Rebio na conservação de parte dos 18,3% de toda a área florestal de Mata Atlântica presente no Estado do Rio.
“Neste aniversário, a Reserva Biológica União reafirma seu papel como um dos mais importantes redutos de Mata Atlântica de baixada do Estado do Rio de Janeiro, renovando o compromisso com a conservação da biodiversidade junto com as pessoas”, afirmou Gisela Carvalho.
Um dos fatores que ajuda a ampliar essa ligação com as pessoas é a revisão do plano de manejo da unidade, em 2023, que permitiu que a Rebio deixasse de receber visitas apenas para educação ambiental e permitisse a visitação aberta com objetivo de possibilitar que as pessoas tenham contato com a experiência da Mata Atlântica.
“A revisão do plano, em 2023, possibilitou uma nova perspectiva, permitindo planejar atividades e atrativos para um público mais amplo do que somente os das escolas e universidades”, contou a comunicação da Rebio.
Atualmente, a visitação à unidade pode ser agendada de segunda a sexta-feira, através do perfil da Rebio no Instagram, pelo @rebio.uniao, permitindo aos visitantes opções que incluem trilhas e visitas guiadas ao centro de vivência, a espaços educativos e salas de exposição, com monitores e técnicos do próprio ICMBio.
Além do mico-leão-dourado, espécie ameaçada de extinção e símbolo dos esforços de conservação na região, a Rebio atua na preservação de outras espécies ameaçadas como a preguiça-de-coleira, a onça-parda, a jaguatirica e a lontra, abrigando ainda cerca de 225 espécies de aves, sendo 35 endêmicas e 5 ameaçadas de extinção.
Parte de um corredor ecológico que se conecta à Serra do Mar, promovendo o fluxo entre populações de fauna e flora e contribuindo para a manutenção dos processos naturais, a Rebio, porém, enfrenta desafios.
Entre eles, estão a expansão urbana, a incidência de incêndios florestais e a presença de espécies exóticas como eucaliptos, que impactam negativamente a biodiversidade e as nascentes, assim como a necessidade de integração com políticas estaduais e municipais.
Segundo a chefe do NGI Mico-leão-dourado, além disso, a unidade entende que precisa incentivar ainda mais o vínculo das pessoas, especialmente de moradores da região, com a natureza, visando a conservação a longo prazo.
“A mais assertiva forma de preservar é fazendo com que as pessoas se sintam parte dessa conservação”, finalizou Gisela Carvalho.
Crédito: Michelle Reis




























