A polícia prendeu 3 homens e uma mulher acusados de participarem da tortura de 2 jovens em um “tribunal do tráfico” que funcionava em uma residência na Comunidade do Arroz, em Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu.
A ação foi realizada em conjunto com agentes do 32º Batalhão da Polícia Militar e da 121ª Delegacia de Polícia Civil (121ª DP), de Casimiro, impedindo a execução dos jovens, que teriam sido espancados e afogados.
De acordo com as investigações, a tortura contava com diversos materiais e ferramentas, em que as vítimas foram submetidas a espancamentos com cabos de vassouras e tijoladas, além de serem afogados numa caixa d’água.
Segundo a polícia, os 2 jovens eram acusados de vender drogas sem autorização da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que exerce influência na comunidade e em vários outros locais da Região dos Lagos.
A operação conjunta das polícias Civil e Militar teria acontecido após denúncias de uma residência na comunidade serviria de cárcere privado, onde os policiais encontraram os jovens em situação de violência extrema, segundo apuração do portal RLagos Notícias.
Ao portal, os investigadores teriam relatado que as sessões de tortura começaram por volta das 11h e seguiram até aproximadamente 16h30, quando os policiais invadiram o imóvel e impediram o que poderia terminar na execução das vítimas.
A polícia teria informado ainda que um 5º suspeito de participar do “tribunal do tráfico” teria conseguido fugir pela janela da casa levando o celular de uma das vítimas, que afirmaram não ter envolvimento com o tráfico de drogas.
Na casa, os policiais apreenderam facas, alicates, serrotes e outros materiais e objetos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados durante as sessões de tortura dos jovens, que levantaram suspeita dos traficantes após a criação de um perfil nas redes sociais para venda de entorpecentes com mais de 20 mil seguidores.
Os 4 presos durante a operação foram levados para a 121ª DP, onde eles foram colocados atrás das grades, e o caso foi registrado, permanecendo sob investigação da Polícia Civil de Casimiro de Abreu.
